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Dot, um smartwatch para cegos (mais 6 notícias)

Dot, um smartwatch para cegos (mais 6 notícias)

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Dot, um smartwatch para cegos

Posted: 03 Aug 2015 03:15 PM PDT

Os smartwatches (ainda) não viraram febre como os fabricantes esperavam. Para muita gente, esses dispositivos são supérfluos. Mas uma startup na Coreia do Sul chamada Dot acredita que há um grupo de usuários que pode se beneficiar bastante dos relógios inteligentes: os deficientes visuais.

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A pequena companhia desenvolveu um smartwatch também batizado como Dot que, em vez de ostentar uma tela minúscula, disponibiliza um painel com 24 pinos que “exibe” até quatro caracteres por vez, mas em Braille. Você já deve ter imaginado a dinâmica da invenção: os pinos sobem e descem para formar novas palavras assim que a pessoa confere as informações.

Dá para usar o Dot para ler documentos no desktop ou emails recebidos no smartphone, por exemplo. A conexão aos dispositivos pode ser feita via interface Bluetooth ou porta USB. Esse aspecto deixa claro o objetivo principal do smartwatch: servir como extensão para equipamentos que o usuário já possui.

Pode não parecer um detalhe relevante, mas as ferramentas que temos atualmente para auxiliar deficientes visuais se concentram quase que exclusivamente em sinais sonoros e leitura com voz. Nem sempre isso é conveniente: se a pessoa perder seus fones de ouvido, talvez ficará pouco à vontade para usar as funções faladas de seu smartphone em público.

Com o Dot, até a leitura de ebooks fica mais prática. Aliás, a constatação de que não mais que 1% dos livros são traduzidos para Braille foi um ponto crucial para a equipe da startup dar forma ao projeto. A velocidade de atualização do painel de pinos é configurável, assim o usuário pode ajustá-la à medida que se acostuma com o dispositivo.

É de se imaginar que o sobe e desce dos pinos vá afetar significativamente a autonomia da bateria, mas o pessoal da Dot estima que o dispositivo aguentará 10 horas de uso constante após uma carga completa. Na média, os usuários terão que recarregar o relógio a cada cinco dias.

Há outras funcionalidades além da leitura, é claro. O Dot possui função de alarme, GPS e recurso de notificações (o relógio também é equipado com um componente de vibração), por exemplo. Sim, também dá para consultar as horas nele.

Dot

Talvez a melhor parte do projeto é que o Dotz foi criado para ser acessível. Enquanto um equipamento de Braille pode superar a casa dos US$ 2 mil, o Dot não deverá custar mais do que US$ 300. Se tudo der certo (leia-se: se a Dot conseguir uma rodada de investimento na ordem de US$ 1 milhão neste mês), as vendas do dispositivo começam no final do ano.

Para o longo prazo, a Dot quer levar a ideia para outros dispositivos que fazem parte do dia a dia das pessoas, como fornos de micro-ondas, caixas eletrônicos e painéis informativos em aeroportos.

Com informações: Quartz

Dot, um smartwatch para cegos










Seagate Wireless: um HD externo sem fios para seu smartphone e tablet

Posted: 03 Aug 2015 01:53 PM PDT

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Você se lembra do Seagate Wireless Plus? Era um HD externo com uma característica muito peculiar: ele tinha bateria integrada e podia ser acessado a partir de smartphones e tablets, sem precisar de nenhum cabo. Recentemente, a Seagate trouxe um novo modelo ao país: o Seagate Wireless, mais simples e com um design menos sério, cheio de curvas.

O que ele tem de bom? Vale a pena comprar um? Eu te conto neste breve review.

O que é isso?

Ok, mas para que serve um HD externo sem fios? Basicamente, para levar grandes quantidades de dados com você, como músicas, vídeos e fotos, sem precisar se preocupar com a forma que você irá acessá-lo. Tem um computador, TV por perto? Tudo bem: o produto tem um cabo USB 2.0 e funcionará como um HD externo comum. Está só com o smartphone ou tablet, longe de casa, em uma viagem longa? É aí que o produto se torna realmente útil.

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O Seagate Wireless tem capacidade de 500 GB e possui uma bateria interna que dura até seis horas. Quando ligado, ele abre uma rede Wi-Fi, que pode ser protegida com senha, para você acessar o conteúdo. Os dados estarão disponíveis no aplicativo Seagate Media, disponível para iPhone, iPad, smartphones e tablets Android e computadores e tablets com Windows.

O funcionamento é o mais simples possível. Para transferir arquivos, conecte o Seagate Wireless a um computador com o cabo USB 2.0 incluso na caixa e arraste tudo para o drive. Para ler os dados sem usar fios, conecte-se à rede Wi-Fi criada pelo Seagate Wireless e use o aplicativo Seagate Media, que tratará de fazer a conexão rapidamente.

O que é legal?

O Seagate Media é o mesmo aplicativo usado para os outros produtos da marca, como o antigo Seagate Wireless Plus e os NASes Seagate Central e Personal Cloud. Ele tem melhorado a cada versão: a atual traz uma interface bem limpa, os recursos estão fáceis de serem encontrados e as informações são bem visíveis — basta um toque no menu para ver rapidamente quantos usuários estão conectados ao HD e o nível de bateria.

Um dos recursos do Seagate Media é o upload automático de fotos para o Seagate Wireless, que funciona de maneira bastante semelhante aos recursos de backup do Dropbox ou OneDrive, com o diferencial de não precisar de conexão à internet. Depois de copiar as fotos, dá para ordená-las por álbum ou foto, o que não é tão poderoso quanto a busca do Google Fotos, mas já facilita bastante na hora de procurar uma imagem específica.

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Como é necessário entrar na rede do Seagate Wireless no seu dispositivo móvel, você ficaria sem acesso à internet se a Seagate não tivesse implantado o recurso de repetidor — na primeira vez em que você se conectar ao Seagate Wireless pelo aplicativo, o Seagate Media já lista as redes sem fio disponíveis no local e permite que você se conecte a uma delas. Nesse caso, seus dados passarão pelo HD externo e então irão para o roteador antes de chegarem à internet.

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Uma boa novidade do Seagate Wireless em relação ao Wireless Plus é que agora você só precisa carregar um cabo: Micro USB. Ele pode ser usado tanto para transferir os dados quanto para recarregar a bateria; não é mais necessária uma fonte de alimentação e um cabo específico só para isso. Trata-se de um cabo extremamente comum, que provavelmente é usado também no seu smartphone ou tablet, então talvez você não precise carregar nenhum cabo adicional, mesmo.

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O que não é legal?

Fica claro, pelo design do produto, que o Seagate Wireless é um HD externo mais jovem, mais simples e tudo mais. No entanto, é difícil engolir os downgrades que a Seagate fez em relação ao Seagate Wireless Plus, que foi lançado em 2013, há mais de dois anos.

Ok, é legal poder usar um cabo único para copiar arquivos e recarregar a bateria, mas isso limita bastante as taxas de transferência. Conectado ao computador com o cabo USB, consegui apenas 25 MB/s de leitura e 23 MB/s de escrita, bem menos que qualquer HD externo com USB 3.0 que você encontra por aí — o Seagate Expansion Portable Drive, por exemplo, chega a 109 MB/s de leitura e 107 MB/s de escrita.

É claro que o HD que está dentro do Seagate Wireless suporta velocidades mais altas, portanto, fica a sensação de que o USB 2.0 está sendo um gargalo bem inconveniente — e cria uma experiência de uso ruim para quem estiver com pressa, precisando apenas copiar seus arquivos antes de uma viagem. Talvez o problema possa ser resolvido em uma geração futura, com USB 3.1, quem sabe? Mas não foi dessa vez.

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A experiência de streaming de conteúdo também foi um pouco decepcionante. Músicas e fotos, claro, funcionaram da maneira esperada, com reprodução e exibição quase imediata. No entanto, enquanto no Wireless Plus eu relatei que consegui assistir a um filme em 1080p de alto bitrate sem travar, no Wireless houve algumas engasgadas pontuais em arquivos 1080p menores. Vídeos em 720p rodaram bem, mas ainda assim há uma limitação importante de desempenho aqui.

Também é difícil entender a estratégia de mercado da Seagate. No Brasil, o Seagate Wireless é vendido por preços de R$ 840 a R$ 1.080. Por sua vez, o Seagate Wireless Plus, que é mais antigo, mas possui o dobro da capacidade (1 TB) e algumas vantagens que mencionei nos parágrafos anteriores, está disponível no varejo por valores a partir de R$ 629.

Vale?

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A proposta do Seagate Wireless é muito bacana. Com ele, se você tiver uma viagem de avião muito longa e não quiser depender do sistema de entretenimento a bordo da aeronave (ou de ônibus, onde raramente haverá outra alternativa), pode levar os arquivos que você quiser sem se preocupar muito com o espaço; 500 GB é bem mais do que o oferecido por qualquer smartphone ou tablet disponível no mercado.

Além disso, o HD pode servir como um repositório de arquivos que você não acessa com tanta frequência e que não fazem sentido ocupar espaço no seu dispositivo móvel, como fotos antigas para mostrar para a família, por exemplo. É um HD muito fácil de usar e que pode guardar bastante coisa, para ser acessado a qualquer momento, em qualquer lugar, em qualquer dispositivo.

No entanto, as pequenas deficiências somadas não ajudam a tornar o Seagate Wireless um produto realmente interessante, especialmente pelo valor que a Seagate está cobrando — em tempos de HDs externos de 1 TB custando menos de 300 reais, fica difícil vender algo com a metade da capacidade e o triplo do preço com um apelo que, no final das contas, é restrito a um público bem pequeno.

Se você realmente gosta da funcionalidade do Seagate Wireless, minha recomendação é adquirir o modelo antigo, o Seagate Wireless Plus (enquanto o estoque durar, pelo menos). Caso contrário, não há muitos motivos para comprar um. Talvez numa próxima geração, quem sabe?

Seagate Wireless: um HD externo sem fios para seu smartphone e tablet










Transformei meu smartphone em um projetor holográfico

Posted: 03 Aug 2015 01:19 PM PDT

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Quando li este artigo, achei tão incrível que não me conformei em apenas publicar um tutorial de “como fazer seu smartphone gerar hologramas”. Resolvi arregaçar as mangas, destruir a capa de um CD velho do Daughtry e fazer a minha arte com as coisas que a natureza dá, digo, ver se isso realmente dava certo. E não é que deu?

Claro, como todo bom “faça você mesmo” da internet, as expectativas eram muito mais bem acabadas e bonitas que a realidade, mas funcionar, funcionou. É claro que a partir disso você não vai virar um Power Ranger e sair transformando seu smartwatch num morfador, ou até vai, mas a engenhoca é bem mais para se divertir e fazer mágica para seus amigos do que para criar hologramas, como sugerido.

Mas como eu faço isso, ô Renata? É simples, se você tiver não tiver a destreza e a habilidade manual de uma marmota: são necessários uma capa de CD (das de acetato duro), uma caneta para retroprojetor, um estilete, um pedaço de papel, fita adesiva e dentes fortes. A última parte eu explico já.

Como me mantive muito focada em não decepar meus dedos, não tirei fotos do processo de construção do meu próprio hologramificador, mas é mais seguro que você se baseie no projeto original mesmo.

Passo 1: desenhar um molde

Num pedaço de papel, desenhe uma forma de quatro lados e certifique-se de que a base meça 6 cm, enquanto o topo deve medir 1 cm. Ambos devem estar a 3,5 cm e os vértices da figura devem ser ligados, de modo que o layout obtido pareça com esse (o que pode ser aumentado proporcionalmente, de acordo com o tamanho final que você desejar obter):

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Passo 2: transferir o molde para sua capa de caixinha de CD

Desde o advento da nuvem e dos serviços de streaming, é bem possível que você não tenha um CD em casa. Meu querido CD do Daughtry, comprado em 2009 e nunca tirado da embalagem, não serviu ao seu propósito, mas por um bem maior: foi em sua caixinha que contornei, com a ajuda da caneta para retroprojetor, o molde desenhado antes, replicado quatro vezes. E depois disso, supostamente só faltava cortar as marcações com estilete.

Supostamente, porque um estilete sozinho não dá conta de atravessar o plástico de uma capa de acetato – mas cria marcas consideravelmente fundas, o suficiente para que eu só precisasse quebrar o que restou com os dentes dedos. Desnecessário avisar que não ficará um primor em acabamento como esse:

Eu vi que você também quebrou um cantinho do plástico, tá?

Eu vi que você também quebrou um cantinho do plástico, tá?

Plástico cortado, basta juntar as arestas laterais das quatro partes e o brinquedo está pronto para usar. Apesar de parecer que não funcionará, coragem, gafanhoto, pois agora falta pouco: não pense que vai sair reproduzindo qualquer gif de gatinhos da internet em 3D, porque a parafernalha só vai projetar vídeos específicos.

Mrwhosetheboss, dono do vídeo-tutorial, usa como exemplo esta demonstração. Para que tudo saia conforme planejado, basta rodar o vídeo em seu smartphone e posicionar a peça DIY no centro da tela. O resultado vai ser mais ou menos esse:

Expectativas

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Realidade

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E dificuldades motoras à parte:

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Transformei meu smartphone em um projetor holográfico










Anúncios do Yahoo foram usados para espalhar malware

Posted: 03 Aug 2015 12:59 PM PDT

Yahoo

E se os anúncios, que estão praticamente em todo lugar, fossem manipulados para distribuir malware? Foi o que aconteceu com a rede de anúncios do Yahoo, segundo pesquisadores da Malwarebytes. Com a rede invadida, todos os sites do Yahoo.com foram afetados, incluindo portais de notícia, esportes, economia, jogos e outros.

Ao manipular os anúncios, hackers redirecionaram o navegador por várias páginas até chegar na infectada, que tenta baixar silenciosamente um vírus no computador do usuário. O tipo de malware a ser baixado pode variar, embora o teste não tenha sido feito pela Malwarebytes.

Jérôme Segura, pesquisador da empresa, conta que normalmente existem dois tipos de infecções: uma baixa vários outros malwares e a outra criptografa todo o disco rígido do usuário e exige um resgate para liberar os dados.

A Malwarebytes afirmou que não há como saber quantos usuários foram afetados. No entanto, segundo o Alexa, o Yahoo é o quinto site mais visitado do mundo e, segundo Segura, tem cerca de 6,9 bilhões de visitas por mês. O ataque, portanto, seria um dos maiores vistos recentemente.

Os pesquisadores reportaram a vulnerabilidade para o Yahoo no dia 28 de julho, quando ela foi descoberta, mas a empresa não chegou a responder.

Anúncios do Yahoo foram usados para espalhar malware










Xperia M5 e Xperia C5 Ultra: a vez das câmeras frontais

Posted: 03 Aug 2015 10:40 AM PDT

De item complementar a diferencial. É assim que a gente pode definir a “ascensão” das câmeras frontais nos smartphones. A Sony começou a semana anunciando dois modelos que levam muito a sério essa nova perspectiva: o Xperia M5 e o Xperia C5 Ultra.

O Xperia M5 conta com sensor Exmor RS de 21,5 megapixels na câmera traseira. O componente oferece ainda foco híbrido, lente com abertura f/2,2 e gravação de vídeos com resolução 4K. Não é pouca coisa.

Xperia M5

Xperia M5

Na frente, as coisas continuam interessantes. A câmera frontal do Xperia M5 também é baseada em um sensor Exmor RS, mas com 13 megapixels e foco automático. Só faltou flash LED.

Já no Xperia C5 Ultra, as duas câmeras contam com sensor Exmor RS de 13 megapixels com foco automático. Sim, ambas são praticamente iguais. A câmera frontal tem até flash LED. A principal diferença é que, na frente, há uma lente de 22 milímetros mais apropriada para selfies (a lente traseira é de 25 milímetros).

Xperia C5 Ultra

Xperia C5 Ultra

Sim, tudo gira em torno das selfies. Até um passado recente, as câmeras frontais não recebiam grande atenção dos fabricantes por serem direcionadas principalmente a videoconferências. Esse tipo de atividade é pouco frequente para a maioria dos usuários e pode exigir muito da franquia de dados, logo, resoluções maiores não eram prioridade.

Mas as selfies estão mudando esse cenário. Para os adeptos dessa prática, as câmeras traseiras costumam permitir registros com qualidade de imagem satisfatória, mas esbarram na inconveniência das tentativas: como você não vê a tela, pode ter que tentar várias até conseguir a foto com o ângulo desejado.

Câmeras frontais mais sofisticadas burlam limitações como essa e ainda correspondem a outra tendência: aplicativos como Snapchat e Periscope estão trazendo nova perspectiva para transmissões em vídeo.

É pouco provável que, isoladamente, as câmeras frontais façam do M5 e do C5 Ultra fenômenos de vendas, mas é natural que os fabricantes se empenhem para se beneficiar dessa tendência. Por enquanto, só fica difícil estimar o impacto que essas câmeras dianteiras mais avançadas trarão para o bolso: a Sony ainda não revelou os preços sugeridos dos novos dispositivos.

Nas demais especificações, o Xperia M5 oferece tela de 5 polegadas com resolução full HD, processador octa-core MediaTek Helio X10 (MT6795) de 64 bits e 2 GHz, 3 GB de RAM, 16 GB para armazenamento interno de dados e bateria de 2.600 mAh. Apesar de não levar a denominação “Aqua”, o modelo é à prova d'água, razão pela qual é apontado como o sucessor do Xperia M4 Aqua (avaliado recentemente aqui no Tecnoblog).

Xperia M5

Xperia M5

Como o nome sugere, o Xperia C5 Ultra aparece como uma opção para quem procura um smartphone grandalhão. O modelo tem tela de 6 polegadas com resolução full HD, processador octa-core MediaTek MTK6752 de 64 bits e 1,7 GHz, 2 GB de RAM, 16 GB para armazenamento interno de dados e, graças às dimensões maiores, uma bateria de 2.930 mAh.

Xperia C5 Ultra

Xperia C5 Ultra

A Sony promete lançar ambos os aparelhos em versões com um e dois SIM cards. As vendas começam neste mês em “países selecionados”. Ainda não há previsão para disponibilização no Brasil.

Xperia M5 e Xperia C5 Ultra: a vez das câmeras frontais










As câmeras dos smartphones poderão ficar melhores com este composto derivado do grafeno

Posted: 03 Aug 2015 07:52 AM PDT

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A câmera do seu celular pode ficar melhor com esta descoberta de pesquisadores da Universidade Northeastern, de Boston. A partir de uma modificação do grafeno, uma folha de carbono supercondutora, os cientistas Swastik Kar e Srinivas Sridhar desenvolveram um composto com inúmeras aplicações em eletrônicos que pode até aperfeiçoar pequenos sensores de câmera.

Inicialmente, o projeto era melhorar câmeras térmicas com sensor infravermelho usadas no exército, conforme solicitado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA, na sigla em inglês). Durante a modificação do grafeno, no entanto, foi descoberto um composto que não só cumpre a solicitação da DARPA, mas também tem propriedades que podem ser aplicadas em sensores de 20 megapixels para smartphones e até na construção de transistores atomicamente finos para computadores.

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Enquanto os pesquisadores adicionavam boro e nitrogênio ao grafeno para incorporar a condutividade necessária para produzir um isolante elétrico, eles notaram que o oxigênio estava contaminando a composição. O que não era esperado é que o gás na verdade organizava toda a estrutura: ao corroer a superfície do carbono, o oxigênio dava espaço para o boro e nitrogênio preencherem o buraco na mistura, formando cristais.

O novo material, batizado de 2D-BNCO, possui propriedades magnéticas, óticas, elétricas e térmicas, por isso suas aplicações são diversas na indústria de eletrônicos. Nas câmeras, ele poderia ser usado para criar sensores mais sensíveis à luz e com maior desempenho em ambientes escuros. Note que, por ser superfino e leve, há o prefixo indicando a (quase) bidimensionalidade no nome do composto, seguido dos elementos que o integram.

Apesar de já ser comprovado que o 2D-BNCO é perfeitamente expansível e pode ser reproduzido, ele ainda precisa ser testado e estudado. Sua capacidade magnética, por exemplo, é intrigante, uma vez que vem de quatro compostos não condutores. Também é necessário ver como ele pode ser fabricado em massa para suas propriedades poderem ser aplicadas na indústria.

Com informações: PhysOrg e Science Advances.

As câmeras dos smartphones poderão ficar melhores com este composto derivado do grafeno










Nokia, descanse em paz e boa sorte na nova empreitada

Posted: 03 Aug 2015 06:34 AM PDT

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Agora é oficial: a Nokia acabou. Ou, pelo menos, a Nokia que conhecíamos acabou. A finlandesa chegou a um acordo para vender a divisão de mapas HERE para um consórcio formado por Audi, BMW e Daimler pelo equivalente a pouco mais de R$ 10 bilhões (2,8 bilhões de euros). Era o passo que faltava para a empresa sumir dos radares do consumidor final e passar a focar no segmento corporativo.

O próprio CEO da Nokia, Rajeev Suri, comenta: "Com este passo, completamos o último estágio de transformação da Nokia". Por meio do (excelente) HERE Maps, o negócio de mapas da Nokia era o único que ainda tinha ligação íntima com o usuário comum, depois da venda da divisão de celulares para a Microsoft e de alguns produtos isolados, como o MixRadio.

Um parêntese aqui: é bem curioso a forma como os mapas são feitos e o trabalho gigantesco que isso dá. Eu andei num caro do HERE para descobrir como a Nokia mapeia as ruas das cidades brasileiras.

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Mas e aquele tablet com Android 5.0 e USB reversível? Não é da Nokia? Não é um produto para o consumidor final? Bom, na verdade, aquilo é um produto fabricado pela Foxconn (que provavelmente tinha algumas carcaças de iPad mini sobrando) e que, por acaso, leva a marca da Nokia. Tanto que a Nokia nem sequer mais possui fábricas de celulares e tablets; elas entraram no pacote da venda para a Microsoft.

Ok, mas não estão dizendo por aí que a Nokia vai voltar a fabricar smartphones? Então, essa é uma notícia que a imprensa tenta publicar todo mês porque dá muita audiência, e a suposta confirmação, que teria vindo do presidente da divisão chinesa de desenvolvimento da Nokia, já foi negada.

A Nokia, agora, é dividida em dois negócios:

  • Nokia Networks, a antiga Nokia Siemens Networks, que fornece equipamentos, sistemas e serviços de infraestrutura de rede. Essa divisão ficou bastante fortalecida depois do anúncio da compra da rival Alcatel-Lucent por impressionantes US$ 16,6 bilhões, mais que o dobro do valor pago pela Microsoft para comprar a divisão de celulares da Nokia.
  • Nokia Technologies, que desenvolve novas tecnologias e as licencia para outras empresas. É o caso da Nokia Ozo, uma câmera de realidade virtual.

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Isso significa que nunca mais veremos a Nokia nas prateleiras das lojas? Pode até ser que a marca apareça no Brasil, onde ainda é bem forte e gera um sentimento bom de nostalgia — tenho certeza que muitos dos que estão lendo este texto tiveram um Nokia como primeiro celular e ainda fazem piadas envolvendo celulares caindo no chão e quebrando o chão. Mas a Nokia, aquela da Finlândia, estará só na embalagem mesmo: a marca deverá ser usada por outras empresas, como a própria Foxconn.

Nokia, descanse em paz e boa sorte na nova empreitada.

Nokia, descanse em paz e boa sorte na nova empreitada










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